O portal de Canas de Senhorim

novembro 13, 2007

Salvem a Casa do Pessoal – Minas da Urgeiriça

Salvem a Casa do Pessoal – Minas da Urgeiriça

Fundada em 3 de Dezembro de 1951, a Casa do Pessoal das Minas da Urgeiriça tinha como objectivo essencial o desenvolvimento físico e intelectual dos seus associados, e ainda hoje, em conformidade e afinidade a este objectivo, procura visar a prossecução de interesses colectivos e comuns dos sócios, das famílias e amigos, de reformados, de trabalhadores e ex – trabalhadores das Minas da Urgeiriça.
Ao longo destes anos deu um forte contributo ao nível social, cultural, desportivo e recreativo à sociedade onde está inserida, criando, promovendo, organizando e participando em diversos projectos e actividades tais como:

- Desporto: grandes prémios nacionais de marcha atlética, campeonatos regionais e nacionais de futebol, andebol, basquetebol, ténis de mesa, pesca desportiva, ginástica rítmica, etc,
- Social: cursos básicos de ensino, cursos de inglês, colónias de férias, jardim escola, fundo de assistência social para doença, parque infantil, cantina, etc;
- Cultural/ Recreativo: Biblioteca e salas de leitura, bar, salas de jogos, sala de espectáculos/ colóquios e exposições; cinema - projecção de filmes semanais em película 35 mm ; teatro / música teatro revista, récitas, rancho infantil , orfeão, escola de música, agrupamento musica, etc;

Actualmente a Casa do Pessoal das Minas da Urgeiriça está em risco de encerrar ou preferível, está em risco de lhe retirarem abruptamente a sede que por unanimidade e analogia óbvia se chama edifício Casa do Pessoal das Minas da Urgeiriça.

Devido à ligação ainda existente entre a Casa do Pessoal e a EDM – Empresa Desenvolvimento Mineiro (que por isso não possui personalidade jurídica própria) não é possível elaborar novos, nem mesmo dar continuidade a estes projectos e actividades, isto porque a EDM não aceita nem propõe soluções justas e fidedignas que permitam à Casa do Pessoal funcionar com autonomia, querendo mesmo retirar o edifício àqueles que com muito trabalho e suor o construíram e o mantiveram vivo.

Esta casa há 56 anos que pertence a toda a comunidade, aos sócios, às famílias e amigos, dos reformados, dos trabalhadores e ex- trabalhadores das Minas da Urgeiriça.

Agradecemos àqueles que já demonstraram o apoio e se apresentaram solidários para com esta justa causa, tais como as associações vizinhas, os ex trabalhadores, os demais anónimos, o poder local constituído pelo Município de Nelas e pela Junta de Freguesia de Canas de Senhorim.
Apelamos ao bom senso, à solidariedade e à ajuda daqueles que se identificam de alguma forma com esta Casa, que não a deixem morrer.
Obrigado.

Nota: Também publicado no MunicípioCannasSenhorym
Nota 2 : Gentilmente enviado via email, por um morador da Urgeiriça a quem agradeço.


novembro 11, 2007

O pagamento da dívida


Uma dívida antiga, depois de muitas promessas e reuniões. Os trabalhadores da Empresa Nacional de Urânio iniciaram uma vigília de 24 horas para reclamar contas antigas e lembrar a todos as responsabilidades do Estado num processo que se arrasta desde finais de 2004…
Quarenta antigos trabalhadores da extinta Empresa Nacional de Urânio realizaram ontem uma em vigília, em Viseu, exigindo ao Governo que acabe de lhes pagar a “dívida” por décadas de trabalho em que estiveram expostos à radioactividade. Os ex-trabalhadores saíram pouco depois das 9h00 do portão da sede da Empresa Nacional de Urânio, na Urgeiriça, Canas de Senhorim (Nelas) e, alternando percursos a pé e de autocarro, dirigiram-se para o Governo Civil de Viseu, onde chegaram à hora de almoço. O porta-voz da comissão de antigos trabalhadores, António Minhoto, admitiu que o Governo tem vindo a dar passos positivos – nomeadamente a requalificação ambiental em curso nas minas da Urgeiriça e o programa de intervenção em saúde que arrancou na passada quinta-feira –, mas lembrou que o pagamento da “dívida do Estado” não pode ficar por ai. Segundo António Minhoto, a “dívida” tem vindo a ser “paga aos bochechos”, lembrando que falta ainda alargar a todos trabalhadores o decreto-lei que dá benefícios na idade da reforma e indemnizar os familiares dos cem colegas que alegadamente morreram com doenças cancerígenas, por terem estado expostos à radioactividade.Os ex-trabalhadores tinham dado um prazo ao Governo até ao final de Outubro para responder às suas reivindicações mas, como tal não aconteceu, decidiram avançar para uma jornada de luta. Em frente ao Governo Civil, onde planearam estar em vigília até às 9h00 de hoje, mostraram aos transeuntes a sua indignação perante o que dizem ser o silêncio do Governo com bandeiras negras, faixas e cartazes.Numa faixa negra podia ler-se “Cumpram as vossas promessas. Fomos vítimas da exposição à radioactividade, o Estado português é culpado”. “Não basta o PS/Governo dar-nos razão! Tem que haver uma solução” e “Senhores deputados do PS obriguem o Governo a pagar a dívida do Estado aos ex-trabalhadores da Empresa Nacional de Urânio “ são outras das inscrições das faixas, que também tinham exibido durante os percursos a pé entre Canas de Senhorim e Nelas e entre a entrada de Viseu e o Governo Civil.Neste último percurso, os antigos trabalhadores fizeram uma paragem na sede distrital do PS, tendo sido recebidos por dirigentes da concelhia que aí se encontravam reunidos. Ao presidente da concelhia socialista, João Paulo Rebelo, António Minhoto entregou uma carta “a apelar ao bom senso do PS” e lembrou que o deputado eleito pelo círculo de Viseu Miguel Ginestal admitiu publicamente em Abril de 2005 “que há uma dívida do Estado aos trabalhadores”. “Não se está a falar da empresa do Gaudêncio não sei das quantas, mas de uma empresa pública”, frisou o porta-voz, apelando a que não obriguem os trabalhadores a apresentar uma queixa em tribunal contra o Estado português “por incúria”, porque nunca foram informados dos riscos que corriam ao trabalhar na Empresa Nacional de Urânio. João Paulo Rebelo comprometeu-se a fazer chegar o documento ao presidente da distrital do PS e também deputado parlamentar José Junqueiro.Num processo que se arrasta há vários anos, e já depois de várias acções de protesto, os trabalhadores conseguiram que, em meados de Dezembro de 2004, pouco tempo antes do fecho definitivo da ENU, o Conselho de Ministros tivesse aprovado o decreto-lei que veio satisfazer os seus desejos. A partir daí, os que tinham deixado a empresa antes da sua entrada em dissolução exigiram também ser abrangidos por esse decreto-lei. “É uma questão de justiça. O Estado não pode ser pai para uns e padrasto para outros”, frisou António Minhoto, alegando que todos estiveram sujeitos à radioactividade e estimando que a medida beneficiaria cerca de três centenas de pessoas. António Minhoto considerou que, quer os benefícios na idade da reforma, que seriam atribuídos progressivamente (porque nem todos os trabalhadores têm a mesma idade), quer as indemnizações aos familiares das vítimas, não teriam um grande peso nos cofres do Estado. E lembrou que estão ainda por vender cerca de 150 toneladas de urânio que, “a dez contos (cinco euros) o quilo pagam à vontade, e ainda cresce dinheiro”, esta dívida aos trabalhadores.
ENUIndemnizações
A Empresa Nacional de Urânio (ENU), uma empresa de capital exclusivamente público, que desde 1977 teve a seu cargo a exploração de urânio nos distritos de Viseu, Coimbra e Guarda, entrou em processo de liquidação em 2001 – quando tinha ainda 44 trabalhadores – e encerrou definitivamente no final de 2004. Desde então que 40 trabalhadores – alguns entretanto tinham-se reformado – que desempenhavam funções no exterior das minas exigiam ser abrangidos por um decreto-lei que os equiparasse aos do interior das galerias, o que possibilitaria terem benefícios em termos de antecipação da idade da reforma, alegando também terem estado expostos à radioactividade do urânio.
O Primeiro de Janeiro

novembro 10, 2007

Luta dos Mineiros


Antigos mineiros fazem vigília no Governo Civil
PS recusa recebê-los, argumentando que o porta-voz dos ex-trabalhadores da ENU da Urgeiriça “não é uma pessoa politicamente séria”.Os antigos trabalhadores da Empresa Nacional de Urânio (ENU ), com sede na Urgeiriça, em Canas de Senhorim, fazem hoje, em Viseu, uma marcha, com várias concentrações, seguida de uma vigília frente ao Governo Civil. Reclamam o cumprimento do que dizem ser “as promessas feitas pelos deputados do PS e pelo gGverno”. Para além dos exames médicos, que começaram esta semana, reclamam igualdade de tratamento na bonificação para a reforma, tal como foi dada aos trabalhadores do fundo de mina. António Minhoto, porta-voz da comissão dos antigos trabalhadores da ENU, diz que é uma questão de justiça, considerando que uma empresa do Estado tem de dar as mesmas regalias e direitos a todos os trabalhadores.“ Uns tiveram reformas antecipadas, equiparados a mineiros, e outros não”, refere. Neste processo de luta responsabilizam o Estado por, ao longo dos anos, não ter garantido a segurança dos trabalhadores que hoje se vêem confrontados com graves problemas de saúde. Sobre os exames médicos que começaram esta semana, no posto médico de Canas de Senhorim e no hospital de Viseu, o porta-voz dos trabalhadores diz que tudo está a ser feito de uma forma “desorganizada e anárquica, uma vez que não foi extensivo a todos os antigos trabalhadores da ENU, espalhados pelo país”. Acrescenta que na lista existente no posto médico de Canas de Senhorim “não estão lá todos os trabalhadores”.Por estas, e principalmente por razões de justiça, não tem dúvidas de que faz todo o sentido realizarem hoje a marcha e vigília em Viseu. Dizem ter a garantia de serem recebidos pelo governador civil, e gostavam que o mesmo acontecesse quando passarem na sede do PS. “Aqui não vão ser recebidos”, garante, todavia, o líder da federação distrital dos socialistas de Viseu.Para José Junqueiro, a manifestação e vigília não faz qualquer sentido, porque “todas as promessas feitas pelo Governo e deputados socialistas estão a ser cumpridas, como se vê com a implementação no terreno do programa de vigilância da saúde”. Sobre as outras reivindicações feitas pelo porta-voz dos trabalhadores, o deputado diz que “não trata com pessoas que pretendem tirar outras regalias à custa deste processo”. José Junqueiro iria mesmo mais longe, acrescentando que “não trata com pessoas que não são politicamente sérias”.
António Figueiredo

novembro 08, 2007

Exames aos mineiros da Urgeiriça



Começaram hoje os exames médicos aos antigos mineiros das minas de urânio da Urgeiriça. Os primeiros cinco ex-trabalhadores da Empresa Nacional de Urânio (ENU) foram observados esta manhã, no Hospital de Viseu.


José Guedes trabalhou 27 anos nas minas de Urânio da Urgeiriça. O antigo mineiro nunca fez exames específicos para saber se sofria ou não de problemas do foro oncológico. O ex-trabalhador da empresa nacional de Urânio teme que o cansaço e o mal-estar que sente, seja o resultado dos anos passados na mina. Os exames que agora começam a ser feitos são o resultado de uma luta antiga. No Hospital de Viseu, os antigos mineiros são sujeitos a uma autêntica bateria de exames médicos. Cílio Correia, director clínico do Hospital de Viseu disse à SIC que “se houver necessidade de algum encaminhamento porque manifeste algum sinal preocupante, será encaminhado (...) para qualquer uma das especialidades.” O objectivo do programa de intervenção na saúde que agora arranca, é identificar precocemente qualquer alteração no estado de saúde dos antigos operários da ENU. Os resultados dos primeiros exames médicos, deverão ser anunciados até ao final desta semana.
Emanuel Nunes
Jornalista

novembro 05, 2007

Os riscos da exploração do urânio

A reactivação da exploração de urânio tem conhecido nos últimos anos um crescimento acelerado. Só no continente asiático estão previstos 16 novos projectos de mineração e nos EUA 15 (informação do projecto WISE) . O aumento do preço do urânio no mercado internacional, que subiu 10 vezes mais nos últimos 5 anos, impulsionado pela procura de electricidade produzida por centrais nucleares e a expectativa de expansão desta indústria altamente insustentável, tem motivado esta opção.

Em Portugal coloca-se agora a corrida à exploração das 4.100 toneladas de urânio de Nisa, considerada a única zona do país onde esta pode ser economicamente rentável. Nove consórcios já mostraram o seu interesse, estando a Direcção-Geral de Geologia e Energia a elaborar os cadernos de encargos de abertura de um concurso internacional para a atribuição da concessão de exploração, a qual poderá ser conhecida até ao final de 2009.

Tal como no passado, apesar dos avanços tecnológicos e das regulações ambientais, a exploração de urânio pode trazer elevados impactos para a região. Coloca-se o ambiente e a saúde das populações em risco, em nome de um projecto que terá um período de vida útil de 6 a 8 anos e criará pouco emprego. Numa zona deprimida do país, coloca-se em risco as oportunidades de desenvolvimento local sustentável, assente em vectores estratégicos que retiram mais-valias da riqueza natural e patrimonial do território, ao mesmo tempo que preservam o ambiente e potenciam o emprego durável e a qualidade de vida local.

Esta é uma opção estruturante para o território local e a forma de encarar o interior do país. Ou a criação de riqueza fácil que pouco ou nada deixará para os território locais e as suas gentes, gerando problemas ambientais e sociais que ficarão para o Estado resolver num futuro longo em que só a desertificação humana é expectável, ou a aposta em eixos de desenvolvimento que criam dinamismo local geradores de emprego, rejuvenescimento populacional, qualidade no ambiente e paisagem, coesão social.

Vivemos num país em que a exploração de urânio do passado (nas 61 explorações mineiras existentes no país) acarretou um enorme passivo ambiental e impactes negativos na saúde pública das populações, que ainda hoje se manifestam e continuam por resolver. As minas encerradas continuam a ser responsáveis, além de poluição visual, pela presença de poeiras tóxicas na atmosfera e por situações de contaminação de solos, cursos de água e lençóis freáticos.
O acondicionamento dos milhares de toneladas de escórias, resultantes do tratamento do minério, em escombreiras e barragens de estéreis, sem que nada tenha sido feito durante décadas, deixou um pesado legado de degradação do ambiente e nas condições de vida em 18 concelhos do território nacional.

Existem cerca de 7,8 milhões m3 de resíduos, dos quais 3 milhões representam maior perigo de contaminação. As minas da Urgeiriça, no concelho de Nelas, em Viseu, têm as maiores fontes de radioactividade, representando a quase totalidade dos resíduos. O estudo MinUrar - Minas de Urânio e seus Resíduos: Efeitos na Saúde da População, coordenado pelo Observatório Nacional de Saúde, concluiu que a população de Canas de Senhorim, exposta às minas da Urgeiriça, apresenta uma diminuição das funções da tiróide, da capacidade reprodutiva de homens e mulheres e do número de glóbulos vermelhos, brancos e de plaquetas no sangue.

Para resolver os problemas associados às explorações uraníferas abandonadas estima-se que será necessário um investimento na ordem dos 70 milhões de euros.

Pouco ou muito pouco foi ainda feito. E continuam a morrer ex-trabalhadores das minas de urânio sem que as famílias recebam indemnizações; não se realizam estudos nem se faz o acompanhamento médico prolongado das populações que vivem nesses territórios; não existe qualquer compensação aos municípios pela degradação ambiental gerada por actividades económicas supostamente de interesse nacional. E estas mesmas questões mantêm-se actuais se a reactivação das minas de Nisa avançar, pois não há quaisquer garantias por parte do Estado ou dos concessionários que vão explorar o urânio. Pois os efeitos, sobretudo na saúde, da mineração de urânio podem vir a manifestar-se num tempo demasiado longo, mantendo-se para as gerações futuras.

Algumas notas sobre a extracção de urânio:

Mesmo as maiores jazidas contêm menos de 1% de urânio: uma grande quantidade de rocha tem de ser extraída para se obter quantidades úteis de urânio. Grande parte desta rocha é esmagada em partículas muito finas, quase tão radioactivas como o urânio e que se dispersam facilmente pelo ar. Para se extrair o urânio geralmente são utilizadas grandes quantidades de água, ácido sulfúrico e composto ligante sobre estas partículas. Com a maioria do urânio removido (cerca de 90%), as escórias são armazenadas em escombreiras ou barragens. O nível de radiação destes resíduos pode ser 20 a 100 vezes superior aos níveis naturais dos encontrados nas jazidas superficiais, e têm de ser armazenados por centenas a milhares de anos até atingirem um estado estável. As poeiras radioactivas, os materiais tóxicos e o radão gerados ao longo destes processos e presentes nos resíduos podem dispersar-se facilmente, contaminando pessoas e ecossistemas.
Outro processo de extracção do urânio muito comum é através da injecção na água subterrânea de soluções altamente ácidas ou alcalinas. Este é um processo altamente contaminante, tanto dos lençóis freáticos, do solo e da rocha, mas também gerando resíduos altamente radioactivos e tóxicos.

Rita Calvário

outubro 24, 2007

Valinhos...Praia fluvial.


Clique na imagem para ler
gentileza do Município

outubro 23, 2007

Os nossos "infantes".

André..........Filipe............Daniel

A Urgeiriça presente nos infantis do G.D.R. Canas de Senhorim

outubro 17, 2007

Ex-trabalhadores da ENU vão começar a submeter-se a exames médicos.


Os ex-trabalhadores da extinta Empresa Nacional de Urânio (ENU) “vão começar em Novembro a ser convidados a iniciar voluntariamente um programa de saúde”, informou o delegado de Saúde de Nelas, em comunicado.

“Por decisão do ministro da Saúde”, os ex-trabalhadores da extinta ENU, sediada na Urgeiriça, concelho de Nelas, serão submetidos a um programa de saúde voluntário”, revelou, em comunicado, Bernardino Soares, delegado de Saúde de Nelas.

Segundo explicou, o programa “está praticamente em condições de passar ao terreno, ou seja, iniciado, e pressupõe uma colaboração entre o Hospital de Viseu e o Centro de Saúde de Nelas”.
“Será feito, no Hospital de Viseu, um exame inicial a todos os ex-trabalhadores que quiserem submeter-se a ele e as pessoas serão depois encaminhadas de acordo com os problemas de saúde detectados”, adiantou.
Posteriormente, poderá ser feita “a vigilância da saúde das pessoas, que voltarão ao hospital, à especialidade necessária, sempre que o médico de família entender que é preciso”, referiu ainda.

Decisão surge um dia depois de plenário.

A realização de exames médicos é uma reivindicação antiga dos ex-trabalhadores da ENU, tendo estes já levado a cabo várias acções de luta para a verem satisfeita.
Para António Minhoto, dirigente da associação dos antigos trabalhadores da ENU, este anúncio do início de exames de saúde sugere “duas notas”.
Primeira: “sai após um plenário importante dos ex-trabalhadores realizado no domingo [um dia antes do anúncio do delegado de Saúde] e em que foram decididas questões de importância para o futuro da luta dos trabalhadores”.
Segunda: “mais do que ninguém, os interessados em fazer os exames são os trabalhadores e, portanto, entendemos que há um desprezo e um desrespeito pela luta ao termos conhecimento pela Comunicação Social de que se vão realizar”.
Ressalve-se que, no plenário realizado no domingo na Urgeiriça, os ex-trabalhadores da ENU tinham decidido esperar até ao final do mês por uma resposta positiva do Governo às suas reivindicações. Caso tal não acontecesse, novas acções de luta, então calendarizadas, seriam levadas a cabo, nomeadamente “vigílias, marchas a pé junto do Partido Socialista de Viseu, do Governo, da Assembleia da República”.
Recorde-se que, além da realização de exames médicos, os ex-trabalhadores da ENU reivindicam ainda o pagamento de indemnizações às famílias das vítimas mortais e a equiparação a trabalhadores de fundo de mina, que vai permitir benefícios na idade da reforma.
Para António Minhoto, estas outras exigências, estão, aliás, relacionadas com os resultados dos exames médicos. “Se há uma consequência grave que é conhecida através desses exames, obviamente as outras reivindicações também têm que ser contempladas porque têm que ser minimizados todos os efeitos a que os trabalhadores estiveram sujeitos”.

C. C
16-Out-2007

"Notícias de Viseu"

outubro 15, 2007

Os "Uranios"

Um album para recordar e conservar...


outubro 11, 2007

"Terra envenenada"

As minas fecharam em finais da década de 90. Os homens e as mulheres que deram vida à empresa partiram. Ficaram as instalações e os escombros radioactivos que fazem temer pela vida dos que trabalharam e vivem nas antigas aldeias mineiras. Mauro Figueiredo nasceu e cresceu na vila de Canas de Senhorim, paredes meias com a Urgeiriça: uma aldeia que foi construída para albergar os que vinham de fora para trabalhar na extracção do urânio... Em pequeno, Mauro brincava com os canos que transportavam os restos do minério lixiviado e que ia ser depositado na escombreira. Nunca pensou que os locais que ainda hoje fazem parte do seu imaginário de infância, fossem hoje o seu maior problema. Em finais da década de 90, Mauro decidiu comprar o antigo moinho das minas. Adquiriu-o à ENU com ideia de construir a casa de família. Casara há pouco tempo. Na altura tinha já uma filha. Hoje tem duas. Há três anos, e depois de gastar todas as suas poupanças na recuperação do moinho, Mauro descobriu que existiam níveis de radão (um gás radioactivo muito perigoso) na sua casa, várias vezes superiores aos máximos recomendados pela Comunidade Europeia. A explicação para tanta radioactividade terá sido o facto do moinho ter sido construído com escórias de urânio, trazido das jazidas. O caso de Mauro não é único... Na altura em que as minas estavam em plena laboração construíram-se muitas casas e estradas por toda a Beira com restos da exploração do urânio. Requalificar as antigas aldeias mineiras é o que recomenda os Institutos de Tecnologia Nuclear e Ricardo Jorge, num estudo que demorou três anos a realizar e que foi concluído este ano. No documento, o Governo é aconselhado a tratar as milhares de toneladas de escombros radioactivos que estão espalhados pelas 61 antigas minas. Neste momento apenas uma das minas está a ser requalificada. E quem vive nas antigas aldeias mineiras teme que a contaminação continue a ameaçar a vida naquelas paragens, sem que nada se faça.


agosto 16, 2007

Nuno Cardoso diz...


[...]

Participou nas lutas de Canas a concelho?

Já não vivia lá. Mas agora estou preocupado com o

fecho da Casa do Pessoal, onde comecei a ver cinema.

[...]


foto; verdinho*


Leia o artigo completo em;


agosto 06, 2007

A Urgeiriça vista do espaço...

imagem que irá ser passado num futuro recente

julho 24, 2007

Futuras "estrelas" vivem na Urgeiriça.

O futuro do "Desportivo" passa pela Urgeiriça.
fotos: efeneto

...e para o ano há mais "estrelas" na forja...

julho 18, 2007

Urânio…parte III

Entenda o processo de enriquecimento do urânio
O processo de enriquecimento do urânio consiste em aumentar a concentração de isótopos 235 deste mineral. Estes isótopos, cujos núcleos possuem 92 prótons e 143 nêutrons, são os únicos átomos de urânio capazes de realizar a fissão nuclear. Em uma usina nuclear, a fissão fornece calor para o aquecimento da água e produção do vapor que movimenta as turbinas e gera energia elétrica.


O enriquecimento não é uma reacção química, mas acontece por aceleração. Na ultra centrifugação, isso ocorre em uma máquina que gira a 70 mil rotações por minuto.·Neste processo, o urânio é enriquecido de 0,7% para em torno de 3%. Só para comparar, uma bomba atómica utiliza urânio enriquecido a mais de 80%.
Urânio U. Elemento metálico radioactivo pertencente à família dos actinídeos. Z = 92; configuração electrónica: [Rn] 5f3 6d1 7s2; MA = 238,03; d = 19,05 g.cm-3 (20°C); PF = 1132°C; PE = 3818°C. Ocorre como uraninita, um mineral de óxido de urânio (IV) que contém pequenas quantidades de rádio, tório, polônio, chumbo e hélio. Quando a uraninita ocorre de forma massiva, com um certo brilho, é chamada pechblenda, considerado o principal minério de urânio. O elemento é extraído do minério por processo de troca iônica. São encontrados 3 isótopos naturais (238U: 99,28%, 235U: 0,71% e 234U: 0,006%). O 235U sofre fissão nuclear sob acção de neutrões lentos e é usado como combustível em reatores e armas nucleares. Por isso o urânio ganhou enorme importância técnica e política. Ele foi descoberto em 1789 por M. H. Klaproth.

Amostra de pechblenda ou uraninita, o minério de UO2. Apresenta traço escuro, fractura irregular, é frágil e fortemente radioactivo. É o mineral mais importante para obtenção de rádio e urânio.

julho 16, 2007

O S. Pedro na Urgeiriça...

Uma tradição para se manter...

julho 12, 2007

A Urgeiriça...na "Folha do Centro-Nelas"


clicar para aumentar

julho 05, 2007

A Urgeiriça...no "Diário As Beiras..."


02-07-2007
NELAS


Governo continua sem pagar aos ex-mineiros da Urgeiriça

Antigos trabalhadores querem aproveitar a presidência portuguesa da União Europeia para dar mais visibilidade às suas reivindicações. A Empresa Nacional de Urânio (ENU) entrou em processo de liquidação em 2001 e encerrou definitivamente no final de 2004, mas, ainda hoje, seus antigos trabalhadores reclamam ao Governo que “pague a dívida” que tem. “Já andamos nisto há tempo de mais. Queremos mostrar à Europa que o Governo português ainda não pagou a dívida que tem para connosco”, afirmou José Lopes Soares, antigo trabalhador da ENU, minutos antes de entrar num autocarro rumo ao Porto, onde Portugal assumiu ontem a presidência da União Europeia. A exploração de urânio em Portugal esteve a cargo da ENU desde 1977, altura em que sucedeu à Junta de Energia Nuclear.Sediada na Urgeiriça, em Canas de Senhorim (Nelas), a empresa, de capital exclusivamente público, teve minas a funcionar em regiões graníticas dos distritos de Viseu, Guarda, Coimbra e Castelo Branco. Recentemente, o Governo comprometeu-se a realizar exames médicos periódicos aos trabalhadores, mas estes queixam-se de estarem ainda sem resposta às suas outras duas reivindicações: o pagamento de indemnizações às famílias das vítimas mortais e a equiparação a trabalhadores de fundo de mina que permitirá benefícios na idade da reforma. Desde que, numa assembleia-geral realizada em Março de 2001, foi decidida a dissolução e entrada em liquidação da ENU, por não ter viabilidade económica e devido a problemas ambientais, que os protestos dos trabalhadores têm sido constantes. Na altura da entrada em liquidação, trabalhavam ainda na empresa 44 pessoas, das quais apenas três permaneceram até ao seu fecho definitivo. Desde então que 40 trabalhadores (alguns entretanto tinham--se reformado) que desempenhavam funções no exterior das minas exigiam ser abrangidos por um decreto-lei que os equiparasse aos do interior das galerias, o que possibilitaria terem benefícios em termos de antecipação da idade da reforma, alegando também terem estado expostos à radioactividade do urânio. Depois de várias acções de protesto e quase quatro anos depois, os trabalhadores conseguiram que, em meados de Dezembro de 2004 - pouco tempo antes do fecho definitivo da ENU, o Conselho de Ministros tivesse aprovado o decreto-lei que veio satisfazer os seus desejos. O comunicado do Conselho de Ministros explicava que “razões de solidariedade, equidade e de justiça social justificam uma especial protecção dos trabalhadores que laboravam na ENU à data da sua dissolução”. No entanto, os outros trabalhadores que tinham deixado a empresa antes da sua entrada em dissolução - os mesmos que hoje se manifestam no Porto - exigiram também ser abrangidos por este decreto-lei, argumentando que todos sentiram na pele os efeitos da radioactividade.“Não pode haver injustiça da parte do Estado. Tem de haver direitos iguais para todos, porque todos fomos afectados”, reafirmou ontem, à Lusa, António Minhoto, que tem liderado esta luta. A medida beneficiaria mais de três centenas de pessoas, das cerca de 650 que entre 1977 e 1991 (altura em que começaram os despedimentos) trabalharam na ENU.Cada morte de um antigo trabalhador tem servido para exigir ao Governo a realização de exames médicos periódicos e o pagamento de indemnizações às suas famílias, com o argumento de que está provada a relação entre a exposição à radioactividade e as doenças oncológicas. Ainda que não haja um levantamento exaustivo do número de mortos, a estimativa aponta para mais de 60 nos últimos anos. “O meu marido trabalhou cerca de 25 anos no tratamento químico (do urânio) e morreu em 2000, com um tumor no fígado. E agora recebo apenas 152 euros da reforma dele”, lamentou Judite Gouveia, viúva de um antigo trabalhador. A viúva disse à Lusa não ter “quaisquer dúvidas” que “a doença foi apanhada no trabalho”, até porque “quando chegava a casa levava com ele uns cheiros horríveis”, que a levavam mesmo a pedir-lhe que se despisse antes de entrar em casa. Também Maria Adelina dos Anjos, cujo marido faleceu há menos de um ano, se lamenta da magra reforma de “27 contos, que não dá para nada”, depois de o marido ter trabalhado vinte anos no fundo de mina. “Ele morreu de um tumor no pulmão. Tenho a certeza que foi por ter trabalhado nas minhas, até porque nunca fumou. Era de toda a justiça as viúvas receberem uma indemnização, para que não se sentissem tão revoltadas”, afirmou.

http://www.asbeiras.pt/index2.php?area=viseu&numero=45721&ed=03072007

julho 01, 2007

A Urgeiriça ... na "SIC".

Homenagem ao Mineiro

A saudade, como sabem, é uma palavra que apenas existe na língua portuguesa. Na Urgeiriça mora a palavra Saudade...

Os nossos "soldados" partem para a "luta"...