O portal de Canas de Senhorim

junho 14, 2007

FAÇA A SUA ESCOLHA

URÂNIO NÃO...OBRIGADO

junho 12, 2007

Convocatória


A Urgeiriça...no "Diário Regional de Viseu".

Terça-feira, 12 de Junho 2007
Governo aprova programa de saúde para ex-trabalhadores da ENU

Os ex-trabalhadores da ENU (antiga empresa de exploração de urânio localizada na Urgeiriça - Canas de Senhorim) vão ter "vigilância e apoio à saúde" num programa que o Ministério vai desenvolver até 2010.
O "Programa de Intervenção em Saúde" já teve o aval do ministro Correia de Campos, que hoje está em Viseu (ver caixa). Segundo o documento, a que o nosso Jornal teve acesso, o programa foi criado para que sejam "minimizados os possíveis efeitos da comprovada contaminação ambiental, com vista à identificação dos ex-mineiros, à sua vigilância e apoio à saúde, em condições de periocidade assegurada".
De acordo com as fases do programa, ainda durante este ano serão realizados os exames médicos a todos os ex-trabalhadores.
O passo seguinte envolverá a compilação da informação numa base de dados de forma a "consolidar o conhecimento sobre este grupo populacional" e referenciar os ex-trabalhadores para os respectivos médicos assistentes ou especialidades necessárias. Até 2010, o Programa prevê também uma vigilância periódica, assim como a elaboração de um relatório final sobre a sua implementação.
Fonte do Ministério adiantou ao nosso Jornal que o Programa justifica-se com o estudo técnico-científico MinUrar que indica que os ex-trabalhadores "têm um risco acrescido para a saúde por terem sido submetidos a uma maior exposição a materiais radioactivos". "Actualmente, 16 anos volvidos após o encerramento das minas, sem serviços de saúde ocupacional, os ex-mineiros sentem-se preocupados, dada a cada vez maior consciência dos riscos que a sua profissão possa ter implicado", adianta fonte ministerial.
MinUrar
O projecto MinUrar, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge em colaboração com outras entidades, teve como objectivo estudar as minas de urânio e os seus efeitos na saúde, recorrendo a três grupos de freguesias: a de Canas, onde se situa a mina da Urgeiriça e se efectuava o tratamento químico de minério, outras com minas mas sem secção de tratamento e ainda em outras sem actividade mineira.
Segundo o relatório, em média, os habitantes de Canas de Senhorim têm concentrações de polónio semelhantes aos das outras freguesias onde houve actividade mineira, "sendo ambas significativamente mais elevadas" que as registadas no terceiro grupo. Já as concentrações de chumbo indicam que os habitantes de Canas de Senhorim têm "uma taxa de ingestão actual deste radionuclido, provavelmente através da água de consumo", mais elevada do que os outros dois grupos.
Ex-trabalhadores
Os ex-trabalhadores, face às conclusões, têm vindo a exigir uma intervenção rápida por parte do Governo. A realização de exames médicos periódicos, a obtenção de benefícios na idade da reforma e o pagamento de indemnizações às famílias dos colegas que morreram são algumas das reivindicações.
Ontem, António Minhoto, porta-voz dos ex-mineiros, adiantou ao nosso Jornal que a aprovação do Programa é "um sinal de abertura às nossas reivindicações", mas deixou claro de que "não vamos baixar os braços às outras exigências".
Por isso, António Minhoto lembrou que para domingo está marcado um plenário onde vão ser discutidas as formas de luta prometidas, entre elas a presença no dia 1 de Julho em Lisboa aquando da tomada de posse da Presidência Europeia por parte de Portugal.

junho 09, 2007

"Vamos á casa do pessoal!?!..." A HISTÓRIA.

A Casa do Pessoal das Minas da Urgeiriça, fundada a 3 de Dezembro de 1951 pela então Companhia Portuguesa de Radium Lda, sendo o grande o grande impulsionador da sua fundação o Sr. Engenheiro James Ramsay, tem como objectivo estatuário o desenvolvimento físico intelectual dos seus associados, que eram todos os trabalhadores da CPR, criando-lhe condições de bem estar e recreação nas áreas Culturais, Sociais, Desportivas e Recreativas.


Cultural
Desde a sua fundação, os sócios dispõem de uma Biblioteca com obras e discos dos mais variados géneros. Funcionou um curso de formação social, na escola primaria para todos os trabalhadores que não sabiam ler e na década de 70 um curso de Inglês.


Cinema
De 1951 a 1992, foram exibidos filmes semanais, de qualidade, em película de 35mm.


Social
Durante vários anos, a Direcção tinha um fundo de assistência social que era concedido por doenças aos trabalhadores e familiares de empregados e operários, devidamente justificados. Apoiava os filhos dos trabalhadores, proporcionando durante 15 dias por ano, férias na Colónia Bissaya Barreto, na Figueira da Foz.
Foi responsável pelo funcionamento do Parque infantil que, com o apoio de uma auxiliar, mantinha o parque aberto das 9 ás 12h 2 das 14 ás 19h, sendo fornecido ao lanche um copo de banacau com quatro bolachas, duas torradas e duas de água e sal a todas as crianças. Durante alguns anos, a Casa do Pessoal teve a seu cargo a exploração da Cantina que servia os associados, de vários géneros de venda a retalho.


Teatro
O grupo de teatro desde 1952 tem levado á cena, no dia 3 de Dezembro, um espectáculo que inclui peças de teatro, récitas, música e teatro de revista. Participou nos ciclos de Teatro do Inatel.


Música
Funcionou uma escola de música; um rancho infantil com várias actuações, uma delas em Lisboa no Laboratório de Energia Nuclear; orfeão dirigido pelo Padre Domingos e um grupo musical “Urânios de Portugal” com muitas actuações.


Desporto
Participou vários anos no campeonato da FNAT depois do 25 de Abril no INATEL, onde foi campeão distrital, disputando várias fases finais a nível Nacional, nas modalidades de Futebol de 11, Andebol, Voleibol, Basquetebol, Ténis de Mesa, Pesca Desportiva e Atletismo (corrida e marcha).
Durante alguns anos com apoio de professores funcionaram classes de ginástica, de manutenção e rítmica.
Desde 1976 a 1991, a Casa de Pessoal organizou o seu grande prémio de marcha atlética que, além de ter sido pioneiro enquanto certame exclusivo de marcha, foi um estímulo para o aparecimento de outras organizações semelhantes em diferentes regiões de Portugal. Foi ao entusiasmo do nosso atleta Carlos Albano, que viria a fazer dele o motos do núcleo de praticantes e a torná-lo figura destacada da modalidade no nosso país, tendo sido membro da selecção nacional até finais da década de 80.


Recreativo
A Casa de Pessoal tem, como seu patrono S. Pedro, tendo na década 50/60 e parte de 70, realizado grandes festejos populares no parque infantil (ainda com frondosos pinheiros).
Realizou também matinés dançantes, com os “Urânios de Portugal” e bailes, sendo mais concorrido o baile de Santa Bárbara, no dia 4 de Dezembro.



"jogos"
São proporcionadas condições para a ocupação de tempos livres na prática de jogos de salão (damas, xadrez e sueca) e na leitura de jornais diários.



Bar
Tudo isto só foi possível devido às subversões da empresa (CPR, JEN e ENU) e à quotização dos seus associados e empenhamento dos mesmos, que tornou possível que se fizesse o campo de futebol, parque de jogos e ampliação da cave, sala de biblioteca, sala de leitura, sala de televisão e bar.

Antes
Actual
photos: André Neto
Vera Lúcia
pesquisa: efeneto

junho 07, 2007

...dê uma "espreitadela"...

Resultados dos questionários feitos a alguns habitantes do Concelho de Nelas
http://carreirasaude.blogs.sapo.pt/

Os nossos "infantes"...

Este é o video dos melhores momentos dos infantis do G.D.R. de Canas de Senhorim.



Parabéns a todos e em particular aos "infantes" como lhe chama o nosso amigo "ibotter" que residem na "nossa" Urgeiriça. Os infantis: André Neto; Artur Lemos; Daniel Silva; Ricardo Silva; e os "escolinhas": Filipe Gomes; Francisco Castela.

Tudo quanto sei com maior certeza sobre a moral
e as obrigações dos homens devo-o ao futebol.
Autor: Albert Camus.

junho 04, 2007

A Urgeiriça no..."Diário Económico".

Governo abre corrida ao urânio

10 empresas interessadas em explorar o minério usado na produção de nuclear.

Gilda Sousa
A crescente procura mundial de energia está a colocar Portugal no mapa das empresas de prospecção. Vêm à procura de petróleo, mas também de urânio, o combustível utilizado nas centrais nucleares de produção de electricidade. No primeiro caso, está-se ainda na fase de pesquisa. Quanto ao urânio, sabe-se que há um jazigo em Nisa, no Alentejo, com viabilidade económica. E há já 10 empresas interessadas no negócio.
O Governo já deu instruções para a elaboração de um caderno de encargos com vista à abertura de um concurso por convite. Segundo Carlos Caxaria, subdirector da Direcção Geral da Energia e Geologia (DGEG) o trabalho está pronto. Falta apenas a decisão política de avançar. A Economia mantém o silêncio sobre o que o Governo pretende fazer. A sensibilidade da opinião pública em torno da radioactividade será uma dos factores a ter em conta pelo Executivo. No entanto, Carlos Caxaria diz que essa polémica é “muito artificial” e sublinha que o Governo vai exigir experiência na exploração de urânio aos participantes no concurso. O eventual défice de cuidados que houve no passado em relação ao ambiente e à protecção dos trabalhadores está ultrapassado, afirma. De resto, acrescenta, a EDM – Empresa de Desenvolvimento Mineiro tem provas dadas nesta área. A empresa pública conduz os trabalhos de recuperação ambiental das 61 minas de urânio descativadas. A última, a da Urgeiriça, em Viseu foi encerrada há 15 anos. Nisa esteve para ser aberta no início da década de 90, mas para ser viável o preço do urânio teria de passar a barreira dos 20 dólares e, na altura a cotação estava abaixo, nos 18/19 dólares, explica o responsável da DGEG. Nos últimos cinco anos, o preço multiplicou por 10. Recentemente, a SXR Uranium, estima que no próximo ano, este minério possa chegar aos 250 dólares. É este mesmo factor que explica o renovado interesse pela pesquisa de outros metais no nosso país, conhecido “riqueza e diversidade” geológica. O Governo atribuiu, no final de Maio, 11 novas concessões para prospecção de volfrâmio, zinco, cobre, ouro, prata, estanho, ferro.

EDM na calha para privatizar
Esta participação numa futura mina de urânio pode dar um contributo importante para a privatização da EDM- Empresa de Desenvolvimento Mineiro. O Governo deu este ano orientações à administração, liderado por Delfim de Carvalho, para preparar a empresa para a venda. E isso passa pela valorização. Nesta altura, a EDM está limitada à recuperação das minas abandonadas. Os activos mais interessantes dependem da exploração. Neste âmbito, além do urânio, há uma hipótese de abrir uma nova mina de cobre em Gavião e de participar nas novas descobertas da Eurozinc no Alentejo.

Caderno encargos
- Participação nacional: exige-se que a empresa vencedora dê pelo menos 25% do capital da sociedade mineira à EDM, podendo esta posição ir até 40%.
- Contrapartida: o vencedor terá de pagar cinco milhões de euros à cabeça. É uma espécie de direito de entrada.- Royalties: o vencedor terá de pagar, por ano, entre 2,5% e 6,5% ao Estado sobre o valor da venda do minério à saída da mina.

junho 01, 2007

Dia Mundial da Criança

Vamos parar por 1 minuto e 54 segundos e pensar que as crianças são o melhor do Mundo...

maio 31, 2007

para lembrar o Dia Mundial da Criança...



AS FOTOS SÃO A NOSSA IMAGINAÇÃO...

(...)Na cidade de Basra, o legado da Guerra do Golfo é ainda mais aterrador: há uma espécie de epidemia de cancro associada ao urânio empobrecido, um desperdício radioactivo usado nas munições. Com toda a fauna e flora contaminada, as deformidades verificadas à nascença espelham o que aconteceu nas ilhas do Pacífico depois dos testes nucleares feitos durante os anos 50. Há bebés que nascem sem olhos, cérebro, e com órgãos internos à vista. Para Doug Rooke, um especialista em radiação que trabalha para o Pentágono, o que acontece na cidade de Basra não tem descrição: «O Iraque é uma terra envenenada».
http://visao.clix.pt/default.asp?CpContentId=27791
(...) Nos últimos doze anos, o único tratamento médico para as crianças iraquianas doentes de leucemia e de tumores nunca vistos, tem sido o regaço das suas mães acariciando-as com um movimento pausado, cansado e monótono, acompanhando-as nesse terrível caminho de dor e sofrimento que as leva à morte.
Essa foi uma herança da guerra do Golfo de 1991. Guerra que contaminou o Iraque com urânio empobrecido. O embargo, e a falta de piedade dos governantes, fez o resto. Em doze anos a herança da guerra matou mais de um milhão e meio de iraquianos, a maior parte crianças.
http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=2601
(...)Entre os vários objectos roubados estão barricas de urânio, vendidas a dois dólares, depois do seu conteúdo ter sido deitado para o esgoto. Os recipientes estão a ser usados como reservatório de água, cereais ou para lavar roupa.
«Muitas crianças e adultos sangram do nariz e sentem-se mal, sentem-se cansados e muitos vomitam. Ouvimos falar de casos de morte e muitos sintomas de doenças provocados por radiações», revela o porta-voz da organização.
As medições de radiactivodade feitas pela Greenpeace em Tuwaitha registam valores 300 vezes superiores ao normal no pátio de uma escola.
http://tsf.sapo.pt/online/internacional/interior.asp?id_artigo=TSF123093
(...)Num conjunto de 251 soldados de um grupo de estudo no Mississipi que haviam tido bebés normais antes da Guerra do Golfo, 67 por cento dos bebés do pós-guerra nasceram com defeitos severos. Vieram à luz sem pernas, braços, órgãos ou olhos ou manifestaram patologias do sistema imunitário e sanguíneo. Agora, em algumas famílias de veteranos, os únicos membros normais ou saudáveis são as crianças nascidas antes da guerra.
O Department of Veterans Affairs declarou que não mantem registos de nascimentos defeituosos verificados em famílias de veteranos. Como fizeram eles para esconder isto?
Antes que um novo sistema de armas possa ser usado, ele deve ser plenamente testado. O plano para armas de urânio empobrecido é um documento do Projecto Manhattan de 1943, entretanto desclassificado.
http://oam.risco.pt/arquivo/2006_05_01_archive.html

maio 30, 2007

A Urgeiriça...na blogosfera.


nuvens...negras...

Nuvens negras sobrevoam os ceús da Urgeiriça.
Pior que as nuvens é o radão residual que impregna a atmosfera e que vai fazendo caminho pela vida das populações e o sangue dos trabalhadores.
Não é a silicose dos mineiros o que reduz a vida de quem deixou na mina, nas minas de urânio e na unidade de processamento do "bolo amarelo", o seu tempo, o seu trabalho e a sua vida. São os derrivados radioactivos, o césium e o torium, é o gaz inodoro e invisível, o radão, que deixa as suas marcas, que o tempo se encarrega de desenvolver...
Cordas vocais cortadas, tiroides tiradas, e o iodo a colmatar o défice, quando este não atinge o pulmão, o figado ou outro orgão...que levou tantos.
No encontro a pergunta que salta de uns para outros é: -como estás, temendo resposta...
Na Urgeiriça a escombreira é recurso para "construtores civis"... quando a areia não invade a estrada e os miudos nela rebolam.
Tudo aqui lembra o neo-realismo no seu melhor, as estórias, as vidas, a tia Ilda, o vetusto hotel, as casas senhoriais, a cabidela de coelho...Tudo isto existe, tudo isto é triste, há que mudar o fado.
............................//.............................
Ai Paulinha, Paulinha...
Recordei-me da Catherine Deneuve ( não sei porquê!) a olhar a caixinha na Belle de Jour ao ler que o P.P. tinha dito que para ele e os seus amigos ( nazis!) o Arbeit mach Frei ( o trabalho liberta).
Eles (os PPs) ainda vão descer mais baixo, esta gentalha só é superada pelos mestiços do PNR (claro que mestiços somos todos, só que eles como têm o neuróniozinho esturricado ainda não se deram conta...).
E lembrei-me de quando há vinte e tal anos referi num colóquio em Viseu que as minas da Urgeiriça e a estação de processamento eram uma fonte de enormes poluições ambientais e de problemas graves na saúde das populações e dos trabalhadores, como cancros, leucemias e impotência e que a única liberdade era encerrar os estaleiros e libertar do trabalho os trabalhadores antes que a morte os liberte da vida.
Claro que na altura quase fui agredido, por um delegado sindical como mentiroso. Hoje gostei de o ver vivo (pareceu-me que era ele!) e a dizer o que eu na altura disse, pena tantos terem morrido e tanta terra ter sido contaminada e tantos outros puderem vir a ser desta levados pela ceifeira, antes do tempo.
Claro que o trabalho não liberta, nem a Catherine Deneuve nos disse alguma vez o que estava na caixinha.
O trabalho é base da sustentabilidade o que liberta é o espirito.
E em relação ao trabalho o que é necessário é que cada um cumpra as suas obrigações e honre os contratos com transparência e no caso da ENU e do Urânio o que é de exigir é monitorização regular de toda, toda a população do zona da Urgeiriça e de outras zonas mineiras e especialmente de todos os que trabalhavam nas minas e suas áreas. E adequados pagamentos aos que lá trabalhavam (em tempo de reforma e montante compensatório desta e indeminização justa aos familiares dos que morreram).
E recuperar, adequadamente, e monitorizar permanentemente, as terras e estruturas construídas das zonas.
O Estado não liberta, honra os seus compromissos para com os que para ele em condições de alto risco, trabalhavam.É essa a direrença entre o nazismo e o Estado democrático, e de direito!

maio 29, 2007

Uma ideia a ter em conta...

Á seguinte publicação..."Uma luz ao..." , recebi um comentário do amigo "FARPAS" muito interesante e oportuno, do qual, aqui e agora vou partilhar com os leitores. O problema existe e tem que ser resolvido, ou pelo menos dar a conhecer futuras soluções. Aqui fica o referido comentário para quem quiser ler e aproveitar a oferta do amigo.

Farpas disse...
A Universidade do Algarve está desde o Verão passado a desenvolver a segunda fase de um projecto que depois de me informar ainda não percebi porque é que a Urgeiriça não foi incluída e o porquê desta falta de interesse pelas novas tecnologias da parte das pessoas responsáveis que o poderiam trazer para cá. O projecto está a ser conduzido por uma amiga minha e baseia-se num novo processo capaz de, simultaneamente, neutralizar a acidez das águas de mina, reduzir o seu teor de sulfatos e eliminar os metais pesados, de modo a obter efluentes com concentrações inferiores aos valores limite de emissão para descarga de águas residuais, ou mesmo inferiores aos valores máximos admissíveis para as águas destinadas a rega, isto através de bactéria redutoras de sulfato. Estas bactérias conseguem reduzir enzimaticamente o U(VI), tóxico e solúvel, a U(IV), facilitando a sua precipitação como uranite (UO2).Sabendo eu que a equipa de investigação esta aberta a desenvolver estudos no terreno que conduzam à descontaminação de zonas afectadas gostava que alguém com alguma influência tomasse a iniciativa de os contactar. Eu posso fornecer os contactos das pessoas que estão à frente do projecto e até falar com elas. O projecto está registado na FCT com o código POCI/AMB/58512/2004. Seria interessante se a Urgeiriça se associasse a este estudo.
28 de Maio de 2007 23:54

maio 28, 2007

A Urgeiriça...na RTP

Postado Por Farpas http://municipiocds.blogspot.com/

Uma luz ao...

Como é que se respira sem oxigénio?
Quatro investigadoras da Universidade Nova de Lisboa
descodificam estrutura que permite respiração
dos microrganismos anaeróbios.
Duas investigadoras, uma estudante de doutoramente e outra de pós-doutoramento do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB) da Universidade Nova de Lisboa determinaram pela primeira vez em Portugal a estrutura tridimensional de uma proteína ligada à membrana celular.
As investigadores do ITQB identificaram o complexo proteico que permite a respiração dos microrganismos anaeróbios sem recurso ao oxigénio. Chama-se "citocromo c nitrito reductase". A descoberta é um importante passo pois permite compreender como é que existe vida sem oxigénio.
O estudo, que começou em 2000, foi anunciado hoje na edição "on-line" da revista EMBO Journal com um artigo que se intitula "X-ray structure of the membrane-bound cytochrome c quinol dehydrogenase NrfH reveals novel haem coordination".
No estudo participou Inês Cardoso Pereira e Margarida Archer, investigadoras auxiliares, Maria Luísa Rodrigues, investigadora em pós-douturamento, e Tânia F. Oliveira, estudante de doutoramento, todas do ITQB.
Os microrganismos anaeróbios estão presentes em todos os habitats onde o oxigénio não chega, como o intestino humano, e têm que recorrer a outras alternativas para respirar.
A estrutura revelada pelas jovens investigadoras mostra como funciona o complexo membranar "citocromo c nitrito reductase" na cadeia respiratória de bactérias que utilizam o nitrito. Ela desempenha um importante papel no ciclo global do azoto, ao converter o azoto inorgânico numa forma utilizável por outros organismos.
"Foi bastante difícil isolar a proteína e fizemos imensos ensaios. Torna-se difícil porque a técnica usada requer a purificação e cristalização da proteína", explicou ao JPN Inês Cardoso Pereira.
Aplicações práticas
A aplicação prática desta inovadora descoberta passa pela utilização da proteína na descontaminação de solos ou ambientes aquáticos. A este processo chama-se biorremediação que se explica pelo uso de microrganismos ou suas enzimas para degradar compostos poluentes.
"Há problemas nos solos por causa dos lixos radioactivos, como é o caso do urânio. O urânio espalha-se pelos lençóis freáticos e polui o solo. Então usa-se a biorremediação com esta proteína para reduzir o urânio, pois a proteína não é solúvel em água", afirma a investigadora.
Joana Vasconcelos
http://jpn.icicom.up.pt/

maio 24, 2007

A Nossa Padroeira...II


I............................II

III.......................... IV

V
......................................................................
I-St Barbara - 1437 de Jan Van EyckBrushpoint
on plastered panel34 x 18.5 cmKoninklijk
Museum voor Schone Kunsten Antwerpen

II-Santa Bárbara, virgem e mártir

III-ARMA DE ARTILHARIA
SANTA BÁRBARA0
4 DE DEZEMBRO

IV-Santa Bárbara, Oficina de António Ferreira
Século XVIIII (meados),
Terracota policromada.

V-Santa Bárbara,
gravura de Gabriel M. Rousseau,
a partir de obra de Francisco Vieira Lusitano. 1736.

maio 23, 2007

A Urgeiriça...no "O Primeiro de Janeiro"

EDM – Empresa de Desenvolvimento Mineiro, SA
Reabilitar para valorizar e preservar.
A EDM desempenha um papel preponderante na elaboração e condução de projectos de recuperação ambiental de zonas degradadas por antigas explorações mineiras abandonadas, como nos conta Delfim Carvalho, presidente do Conselho Executivo da EDM, em entrevista ao jornal «O Primeiro de Janeiro». Ao abrigo do decreto-lei n.º 198-A/2001, que estabelece o regime jurídico de concessão do exercício da actividade de recuperação ambiental das áreas mineiras, a EDM assegura os trabalhos de inventariação, de caracterização pormenorizada, tendo como suporte ferramentas tecnológicas de primeira linha, a elaboração de planos directores, os projectos de execução e de estudos ambientais associados, a preparação e lançamento de concursos e empreitadas, o acompanhamento e fiscalização das obras e acções de monitorização, bem como acções de formação e de investigação aplicada, dando cumprimento aos objectivos consignados na concessão.
De acordo com Delfim Carvalho, presidente do Conselho Executivo da EDM, esta intervenção introduziu uma nova área de actividade especializada no País e gerou uma dinâmica que mobilizou mais de uma centena de entidades, empresas e técnicos especialistas. O nosso entrevistado salienta ainda que: “o investimento global, no âmbito do III Quadro Comunitário de Apoio, ronda os 41 milhões de euros, servindo para dotações orçamentais para o efeito disponibilizadas nos Programas Operacionais, Nacionais e Desconcentrados, da Economia e no Programa Operacional do Ambiente”.
De referir que os trabalhos que já foram realizados, as intervenções em curso e a desenvolver até 2013 totalizam um total de investimento de 153 milhões de euros, dos quais 113 milhões são requeridos no período de 2007/2013. Delfim Carvalho assegura que “no terminus do programa, os 75 casos mais graves das 175 áreas mineiras estarão solucionados”. O nosso entrevistado refere ainda as intervenções em outras áreas mineiras, estas de menor dimensão e menor importância, que foram submetidas para serem realizadas no âmbito do QREN (Quadro de Referência Estratégia Nacional) entre 2008/2013, sendo previsto um investimento de 11 700 000 euros em Viseu, Bragança, Porto, Aveiro e Vila Real.
Segurança, monitorização e controlo.
A EDM garante a vigilância regular para a detecção de problemas, ou anomalias de âmbito técnico e ambiental nos distintos casos das 65 antigas minas de urânio existentes no País, tendo como objectivo anular os riscos para a segurança de pessoas e bens, muito em particular nos casos em que a minas estão próximas a aglomerados populacionais. Delfim Carvalho dá especial destaque a um sistema de recolha e tratamento centralizado de dados provenientes da monitorização de efluentes líquidos de áreas mineiras. Num primeiro estádio, foi dada prioridade às antigas minas de radioactivos, onde se realizara, tratamentos químicos na exploração, ou seja, “Cunha Baixa, Urgeiriça e Quinta do Bispo”, como nos exemplifica o nosso entrevistado.
Alertar consciências. Delfim Carvalho alerta para a importância da reconversão das minas, tendo em vista um projecto turístico, tal como acontece na vizinha Espanha, uma vez que falamos de um património riquíssimo e de uma parte da nossa história que vale a pena preservar. No entanto, é indispensável que as forças e entidades locais interiorizem esta ideia e esta forma de preservação do nosso património.
...
http://www.oprimeirodejaneiro.pt

A Urgeiriça...no "Diário de Aveiro"

Entrevista a D. António Marcelino: «Só um optimista pode ser lutador»
Primeiro como bispo coadjutor (1981-1988) e depois como bispo residencial, D. António Marcelino esteve quase 26 anos à frente da diocese de Aveiro. Amanhã entra em funções o seu sucessor, D. António Francisco dos Santos. Proveniente de uma família de carpinteiros de Lousa, Castelo Branco, D. António Marcelino, actualmente com 76 anos, garante que vai manter-se dinâmico. «Quem viveu uma vida tão activa como a minha não pode parar», refere em entrevista ao Diário de Aveiro.
Nasceu em Lousa. Como era a sua aldeia-natal?
É a melhor do mundo, a mais bonita de todas as aldeias [risos]. A nossa terra é sempre a melhor de todas. É uma aldeia simples, a poucos quilómetros de Castelo Branco, de gente rural, ou mais do que isso em alguns aspectos... Carpinteiros, pedreiros... O meu pai era carpinteiro, o meu avô era carpinteiro, o meu bisavô era de uma família de carpinteiros, os Marcelino... Éramos cinco irmão, eu era o quarto, só tinha uma irmã mais nova, que é a única ainda viva. Somos os que restamos.
...
Vem de uma família de carpinteiros. D. António Marcelino é um carpinteiro gorado? Logicamente que se porventura não tivesse entrado no seminário é possível que tivesse começado como carpinteiro; mas depois como acabaria não sei. O meu irmão mais velho começou a trabalhar com o meu pai mas depois foi funcionário público, na Junta de Energia Nuclear, e reformou-se em Canas de Senhorim, nas minas da Urgeiriça. Outro meu irmão foi carpinteiro sempre e emigrou para França com essa profissão. Eu fui por outro caminho, mas ainda hoje quando vou às serrações gosto do cheiro da serradura... Mas de facto podia ter sido carpinteiro, não sei... Há um episódio curioso na minha vida: quando andava na escola primária, na minha terra não havia quarta classe e quando acabei a terceira classe o professor disse ao meu pai: «o miúdo gosta de aprender, deixa-o ficar aqui mais um ano, ele ajuda os mais pequenos...» E no ano seguinte já pôde haver a quarta classe. São episódios que mudam uma vida. Se saísse da escola no fim da terceira classe ia trabalhar com o meu pai e o meu avô e por aí continuaria. Mas como fui para a quarta classe, veio um padre que gostou muito de mim e disse-me para ir para o seminário.
...
http://www.diarioaveiro.pt/main.php?srvacr=pages_13&mode=public&template=frontoffice&layout=layout&id_page=536

maio 21, 2007

A Urgeiriça...no "Diário Regional de Viseu"

"Viseu tem uma saúde razoável"

Em Viseu não existe nenhum problema grave em termos de saúde, garantiu o Ministro da Tutela, Correia de Campos, durante a sua deslocação à cidade. Perante uma sala cheia de funcionários e profissionais da área, o responsável fez um retrato bastante optimista da região e mencionou algumas das alterações que estão previstas.
O S. Teotónio, por exemplo, vai dar lugar a um centro hospitalar, juntamente com a unidade de Tondela, que passará a ser gerido por dois elementos que se encontram actualmente na direcção do primeiro. À estrutura poderá juntar--se ainda a de Seia, frisou Correia de Campos.
Quanto a Lamego, o ministro explicou que a cidade vai ficar equipada com um hospital de "características especiais", tornando-se na primeira unidade de proximidade do país.
"Viseu tem uma saúde razoável", acrescentou durante o encontro, no qual falou de uma problemática que se vem arrastando há já algum tempo: as exigências dos antigos trabalhadores da extinta Empresa Nacional de Urânio (ENU). Assim, o membro do Governo adiantou que embora não haja evidências de que a população das zonas onde estão localizadas as antigas minas tenha um risco superior em termos de doença, o mesmo já não acontece com os antigos funcionários.
Deste modo, Correia de Campos adiantou que os antigos mineiros devem ser objecto de um exame geral e de um acompanhamento recorrente, de modo a que, caso seja detectada alguma patologia, "a assistência seja rápida".O apoio a este nível poderá passar pelo estabelecimento de um protocolo com o Hospital de S. Teotónio, não só em termos de assistência médica, mas também no que diz respeito à garantia de que são criadas todas as condições para a realização dos exames.
...
http://www.diarioregional.pt/6452.htm

Sempre prontos a ajudar...


Bombeiros Voluntários de Canas de Senhorim

maio 19, 2007

O Urânio...Parte II

DONDE VEIO O URÂNIO?
Actualmente o urânio é identificado numa Tabela Periódica pelo símbolo atómico U, e com o número atómico 92 (número de protões no núcleo de um átomo). Trata-se de um elemento metálico radioactivo e branco, com um ponto de fusão de 1132º C, e que se encontra na natureza em três isótopos, sendo o isótopo um de dois ou mais átomos do mesmo elemento que têm o mesmo número de protões nos seus núcleos, mas diferem no número de neutrões. Estes isótopos são representados por: 238U, 235U e 234U. Como o 235U sofre fissão nuclear, é usado como combustível em reactores nucleares e em armas nucleares; o urânio obteve assim uma grande importância técnica e política. Mas donde veio o urânio?

Urânio na Terra

A descoberta do urânio, o elemento metálico natural mais pesado (o hidrogénio é o mais leve), foi descoberto na Terra por Klaproth em 1789, mas a sua origem ainda não é totalmente compreendida.
O urânio é facilmente encontrado na crosta terrestre. Cerca de 500 vezes mais abundante que o ouro e tão comum como o estanho, está presente na maioria das rochas e nos solos, assim como em rios e oceanos. Algumas áreas à volta do globo terrestre apresentam concentrações de urânio nos solos suficientemente elevadas, para que a sua extracção, para uso como combustível nuclear, seja economicamente aceitável. Em média, a abundância do urânio em meteoritos é de cerca de
0,008 ppm (partes por milhão), a abundância na crosta continental é de cerca de 1,4 ppm. A concentração de urânio é muitas vezes expressa em termos de óxido de urânio (U3O8), que é aproximadamente a composição química dos óxidos de urânio que ocorrem normalmente na natureza. Mas mais uma vez nos ocorre, donde veio o urânio que extraímos da Terra? A resposta está nas estrelas...

Introdução à Fusão Nuclear

A fusão nuclear é um processo de produção de energia que tem lugar continuamente, no Sol e nas estrelas. Vários tipos de fusão nuclear são possíveis, dependendo da massa da estrela em questão, uma vez que esta terá um papel importante nos produtos finais da fusão. No centro do Sol, para temperaturas entre 10 a 15 milhões de graus Celsius, o hidrogénio (H) é convertido em hélio (He) fornecendo energia suficiente para promover a vida na Terra. O Sol é composto por cerca de 70% de H e 28% de He, além de outros elementos mais pesados que existem em menor quantidade. As enormes temperaturas e pressões que reinam no núcleo do Sol provocam a colisão e a fusão dos núcleos de H. A fusão do hidrogénio para as temperaturas semelhantes às que ocorrem no nosso Sol, envolvem as seguintes reacções contendo positrões (e+), neutrinos (υ) e raios gama (γ).

Na primeira reacção, dois núcleos de hidrogénio colidem entre si, levando à formação de um núcleo de deutério (hidrogénio com um protão e um neutrão no seu núcleo, representado por 2H) com a libertação de um neutrino, e de um positrão (representado por e+).
Posteriormente, o deutério (2H) junta-se a mais um núcleo de hidrogénio (1H), criando assim um núcleo de hélio-3, representado (3He) com libertação de raios gama (γ)
Ambos os processos podem ocorrer: uma nova colisão do núcleo de hélio-3 com um núcleo de hidrogénio ou a colisão de dois núcleos de hélio-3, tendo como produto final comum o núcleo de hélio-4.
Estas reacções fazem parte do ciclo protão-protão .

Trata-se de uma forma resumida do processo, onde se verifica que partindo de núcleos de hidrogénio (H) obtêm-se núcleos de um novo elemento, o hélio (He), além de positrões (de carga contrária aos electrões) e de neutrinos. Esta reacção não regista no entanto um dos factores mais importantes neste processo... A libertação dos raios gama, que faz deste processo uma fonte de elevada energia. É a partir do hidrogénio que o Sol obtém a sua energia através de reacções de fusão nuclear, que convertem em cada segundo 600 milhões de toneladas de H em 596 milhões de toneladas de hélio. A diferença existente, de cerca de 4 milhões de toneladas é convertida directamente em energia.
É o que acontece para o Sol e para estrelas com massa idêntica. Estas estrelas não possuem massa suficiente para que se iniciem reacções de fusão nuclear que transformem o He em elementos mais pesados. Por isso, vão-se contraindo e transformando todo o seu H em He. Será este o destino do nosso Sol. Desde que nasceu como estrela, já se passaram cerca de 4,5 biliões de anos e estima-se que ainda viva cerca de 4,5 biliões de anos, antes de se tornar numa gigante vermelha e logo depois numa anã branca.
Mas para estrelas com "massa média", ou seja, com massas compreendidas entre 4 a 8 massas solares, a estrela tem um caminho diferente a percorrer. Como a sua massa é muito grande, durante a contracção, após a fusão do H em He, as suas condições de pressão e temperatura no seu interior atingem valores suficientes para que se iniciem reacções de fusão nuclear. Há transformação do He em carbono (C), originando deste modo uma nova fonte de energia. É o caso da estrela Sirius que através do ciclo da fusão do carbono obtém quase toda a sua energia. Quando se esgotar o He do seu centro, o esfriamento provocará uma nova contracção. Se a massa for suficientemente grande, essa contracção poderá aquecer tanto o interior da estrela que novas reacções de fusão nuclear ocorrerão, transformando o C em oxigénio (O), uma nova fonte de combustível. Esta estrela fica assim sujeita a uma sequência de expansões e contracções, durante as quais ocorrerão fusões nucleares de elementos cada vez mais pesados, com consequente libertação de energia. Da massa da estrela dependerá então o tipo de elemento químico que se obterá no seu interior. Mas há um limite para estes elementos químicos: o limite do ferro (Fe). A "construção" de elementos mais pesados através das fusões nucleares nas estrelas é limitado para os elementos abaixo do Fe, uma vez que a fusão do Fe, e de elementos mais pesados que este, iria subtrair energia à reacção em vez de a originar.
Mas uma estrela que tenha um temperamento explosivo irá ter um fim diferente. Para algumas estrelas, quando atingem a fase da fusão do He, a geração de energia pode ser tão intensa que a camada de atmosfera estelar não consegue transportar, para fora do núcleo, a energia gerada. A temperatura e a pressão, no seu interior crescem assustadoramente, até que a pressão gravitacional não consegue mais suportar a pressão térmica, e a estrela explode, ejectando grandes quantidade de matéria e luz, fenómeno conhecido por supernova. Esta fase de uma estrela, que se apresenta para nós de rara beleza, é o anúncio do seu fim, mas o princípio de novos elementos, e por sua vez, de novos compostos químicos. Durante a explosão de uma supernova, a matéria ejectada atinge velocidades muito grandes, cerca de 10000km/s, permitindo que eventuais colisões entre as suas partículas originem fusões nucleares de elementos mais pesados tais como o ferro (Fe), chumbo (Pb), ouro (Au), urânio (U) entre outros.


Remanescente de supernova M1 em Touro (NGC 19522)

E é então deste modo que o urânio aparece entre nós. Durante milhões e milhões de anos, estas explosões trouxeram até nós vários elementos químicos pesados, que de outro modo não seria possível obter naturalmente. A sua existência no meio interestelar e nas nebulosas, devido às supernovas, permitiu que estes elementos estivessem presentes aquando a formação do nosso Sistema Solar, aparecendo assim na composição das novas estrelas e dos novos planetas, entre eles, a Terra!http://www.geocities.com/jmota_pt/quidvu.html

maio 16, 2007

A Urgeiriça na blogosfera

Segunda-feira, 14 de Maio de 2007
“Trabalhadores de talento”
Julie Roberts foi a protagonista do filme Erin Brockovich - Uma mulher de talento - que trata de uma das maiores indemnizações (333 milhões de dólares em 1996) obtida numa batalha judicial a propósito da contaminação da água de bebida por crómio hexavalente ocorrida na cidade de Hinkley na Califórnia.
O crómio hexavalente é tóxico e carcinogénico.Erin Brockovich recolheu elementos sobre várias doenças, cancros da mama e do útero, malformações congénitas, abortos, doenças auto-imunes, e correlacionou-as com o agente químico.É certo que os seus achados foram contestados, e continuam ainda hoje, ao ponto de ser posto em causa a correlação, já que, por exemplo, o crómio hexavalente é carcinogénico se for inalado, ao passo que por via oral é duvidoso. De qualquer modo, e não obstante algumas dúvidas, as 600 vítimas da cidade Hinkley acabaram por ser indemnizadas, demonstrando, mais uma vez, a eterna história de David contra Golias.
Os ex-trabalhadores das minas de urânio da Urgeiriça renovam, de tempos a tempos, a exigência para que o Governo realize exames médicos periódicos e que seja feita a monitorização da contaminação radioactiva naquela região.O relato de vários casos de cancro, que atingiram, e continuam a atingir, muitos ex-trabalhadores, começou há muitos anos. Não deixa de ser curioso o facto da população demonstrar uma percepção do risco. Percepção essa que tem sido comprovada pelos estudos efectuados pelos técnicos.Em 2001 a Assembleia da República aprovou um Projecto de Resolução (nº34/2001) com o objectivo de estudar a situação de saúde da comunidade em questão.
Os relatórios, entretanto já produzidos, apontam para a existência de vários riscos acrescidos para as populações locais, nomeadamente os trabalhadores do empreendimento mineiro.
Como é possível arrastar este processo durante tanto tempo? Será que o Governo ainda não tem evidências cientificas para responder aos anseios e aspirações desta comunidade? Tão célere a fechar maternidades, tão eficiente a fechar as “urgências nocturnas” de certos centros de saúde, tão preocupado em “obrigar” à prescrição de certos medicamentos a nível hospitalar, tão “racional” em controlar os custos – tudo isto com base em relatórios científicos - e tão esquecido em solucionar, ou minimizar o sofrimento de uma população! Como é possível a Direcção-geral de Saúde afirmar que “está à espera da divulgação dos resultados finais do projecto MiNurar para avançar com exames aos antigos trabalhadores”? Mas é preciso um relatório final para actuar?Se não tivesse lido, não acreditava.
Os trabalhadores das minas da Urgeiriça são homens e mulheres de “talento” e devem ser respeitados e indemnizados adequadamente pelo crime ambiental a que foram sujeitos.Em Hinkley, Califórnia, por muito menos, a situação foi resolvida e a reparação feita atempadamente.
posted by Salvador Massano Cardoso
http://quartarepublica.blogspot.com/