O portal de Canas de Senhorim
Mostrar mensagens com a etiqueta AMinhoto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta AMinhoto. Mostrar todas as mensagens

setembro 25, 2009

António Minhoto


Cabeça de lista do BE é a voz e o rosto dos mineiros
António Minhoto tem sido incasável na defesa dos direitos dos antigos mineiros da Urgeiriça, no concelho de onde é natural e onde também trabalhou nas minas de urânio. Sem resolução prometeu castigar o PS e é agora a grande bandeira do Bloco no distrito.

A luta na rua começou em 2004, quando os trabalhadores da Urgeiriça, que exigiam reformas que reflectissem os riscos de trabalhar com urânio e compensações para as viúvas dos mineiros falecidos, se organizaram. Pelo meio os mineiros criam uma associação ambientalista e colocam a pretensão na actualidade política. Com o tema na agenda os protestos subiram de tom. A luta de Minhoto conseguiu os primeiros resultados: exames médicos para os antigos mineiros.

Em 2007 Minhoto ganha protagonismo na comunicação social quando lidera os mineiros numa manifestação, no Porto, durante o arranque da presidência portuguesa da União Europeia. Publicamente foi a primeira grande acção de visibilidade dos mineiros e onde o agora cabeça de lista lembrou que "o Governo e o país devem aos ex-trabalhadores da Urgeiriça uma recompensa", afirmando que os mineiros foram "sempre abandonados". Nesse tempo Minhoto ainda acreditava nas propostas mas sem respostas a luta radicaliza-se. E estabelece um prazo para as respostas ou a rua seria o campo de batalha dos mineiros. Reunidos em plenário aprovam uma moção e prometeram vigílias no Parlamento, São Bento e na sede do PS em Viseu. Entretanto, capitaneados por Minhoto, lutaram e conseguiram, a propriedade da Casa do Pessoal das minas da Urgeiriça. Em 2008 é tornado público um estudo que mostra existirem concentrações de substâncias radioactivas nos solos e na água, bem como nos produtos hortícolas da região de Nelas. E os mineiros descobrem um novo filão: ameaçam apelar ao voto contra o PS se os seus problemas não forem resolvidos.

Em Junho foi à residência oficial do primeiro-ministro e de lá apelou aos portugueses para que "votem contra o Partido Socialista nas eleições".
DN-Portugal

setembro 14, 2009

BE em Nelas


setembro 07, 2009

A. Minhoto e o BEsquerda

Foi hoje apresentado na Mata do Fontelo o Manifesto de apoio à candidatura de António Minhoto à Assembleia da República pelo Bloco de Esquerda, intitulado:

PELO DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO DO DISTRITO DE VISEU!
POR UM PORTUGAL SEM MEDO DE EXISTIR!


Na intervenção feita aos jornalistas, António Minhoto salientou que o apoio vindo de vários quadrantes políticos, partidários e sociais se deve à coerência demonstrada ao longo de 40 anos de luta na defesa dos legítimos interesses das pessoas.
Exemplo concreto disso foi o apoio sempre dado aos ex-mineiros vetados ao abandono pelas várias tutelas, aos utentes da região que ficaram órfãos do Serviço Nacional de Saúde, passando pela reivindicação de mais e melhores transportes públicos ou pela oposição aos sucessivos licenciamentos de grandes superfícies que têm destruído o pequeno comércio e respectivo rendimento das famílias.
E aqui contra-atacou as sucessivas declarações de Manuela Ferreira Leite que se tem tentado impor como o arauto na defesa da família tradicional, relembrando que foi a ex-ministra das finanças a estabelecer o PEC (Pagamento Especial por Conta) que tanto entrava a vida dos comerciantes, referindo ainda o facto de que os horários alargados não ajudam em nada à convivência familiar, nem sequer monetariamente, porque raramente são pagos como tal.
António Minhoto finalizou a intervenção com algo que é sintomático do declínio evidente que se tem vindo a notar no tecido comercial da região: "enquanto a Visabeira manda abaixo um shopping com poucos anos para construir outro ainda maior, o pequeno comerciante nem sequer consegue verbas para mandar arranjar por exemplo uma porta."
A campanha seguirá com um comício no dia 10 em Nelas com a presença do candidato, de Francisco Louça e do Padre Costa Pinto.

agosto 04, 2009

A Minhoto na A Republica II

Francisco Louçã apresentou ontem no Fontelo a candidatura de António Minhoto à Assembleia da República pelo círculo de Viseu, mandatada pelo Padre Costa Pinto, conhecido pelas suas posições favoráveis à despenalização da IVG e ao divórcio.

Louçã começou por referir "o orgulho em ter António Minhoto (independente) nas listas do Bloco de Esquerda", porque juntar forças é isso mesmo, "é construir pontes com quem tendo por vezes opiniões distintas, sente a mesma urgência de mudança, a mesma preocupação com os problemas dos jovens e dos idosos, da saúde e da interioridade, da economia e do respeito pelas pessoas, ou seja, a mesma ânsia de alternativa política". E os valores do BE estão nestas pessoas que sempre defenderam a dignidade do outro por todo o distrito, enaltecendo a atitude do mandatário Padre costa Pinto que se pôs ao lado das mulheres quando do referendo à IVG. É "destas pessoas que dizem o que pensam, doa a quem doer, mas que sabem o que dizem, conhecem as pessoas de quem falam, falam como elas e falam por elas" que os movimentos populares como o BE precisam, apontando ainda para o dia ser de celebração dos 80 anos do nascimento de José Afonso, outro grande e livre pensador que "trazia no coração os valores mais elevados da fraternidade e solidariedade representados pela cultura portuguesa."

A intervenção de António Minhoto centrou-se no facto de apesar de ser independente não ser indiferente à urgência de mudança e de uma nova alternativa esquerda que vá de encontro às necessidades das pessoas:
"Sou um candidato independente mas não sou independente aos problemas da vida, aos trabalhadores que no distrito lutam contra o lay-off, na Citroen em Mangualde ou em Nelas na Borgstena. Não sou independente aos problemas dos trabalhadores da ENU e por isso tenho estado sempre ao seu lado, na persecução da mais elementar justiça. Não sou independente à luta que os professores travam pela dignidade da profissão, contra um governo que os quer combater, dividir e destruir. Não sou independente aos problemas da juventude que após tantos anos de estudos e sacrifícios dos pais que os apoiaram só têm o desemprego à espera. Não sou independente aos problemas dos idosos, num distrito cada vez mais envelhecido pela falta de perspectivas que levam os jovens a partir para outras paragens. Não sou independente da crise por que atravessa os pequenos comerciantes que como eu passam graves dificuldades e vêm um futuro pela sobrevivência bastante difícil. Não sou independente aos problemas ambientais e por isso tenho travado uma dura luta pela recuperação das minas abandonadas em Portugal, mais concretamente nos distrito de Viseu, Coimbra e Guarda, para que se resolva este grave problema para a saúde das populações, a agricultura, a água, a fauna e a flora. Não sou independente ao encerramento de urgências que satisfaziam as necessidades de populações já de si abandonadas e por isso estive ao lado delas em Nelas, Santa Comba, Vouzela, Castro Daire, São João da Pesqueira e tantos outros, levando a que em 2006 se realizasse aqui uma grande concentração que colocou um travão na sangria e a que hoje mesmo José Sócrates nos tenha dado razão ao afirmar que foi um erro fechar as urgências."
Falando acerca do seu passado e perspectivando o futuro afirmou:

"Sou independente mas não independente da vida cívica e das lutas que venho travando há mais de 40 anos. Venho de famílias muito humildes e fui muito cedo obrigado a trabalhar. Confesso que para ter mais uns "tostões" engraxava sapatos junto aos cafés da vila. Ao contrário dos meus adversários aqui no distrito a quem desde já saúdo, não tenho um canudo académico. Mas tenho um canudo da vida, de ter estado sempre ao lado de quem trabalha, de estar lá em baixo com o povo e com quem mais precisa, sentindo aquilo que eles sentem, sofrendo aquilo que eles sofrem, de ter sido eleito pelos meus colegas da ENU durante os 13 anos que lá estive, de ter sido presidente de várias associações cívicas por onde passei e Deputado Municipal na Assembleia de Nelas. Não tenho o canudo da Universidade mas tenho o canudo da vida, do trabalho e da experiência, e esse penso que o passei com distinção. E é com este canudo que faço um compromisso de honra, que é o de estar sempre com coragem e dignidade sempre ao lado daqueles que precisam. E deixo aqui três ideias:

1) Será que um deputado é aquele que só aqui aparece de 4 em 4 anos para pedir o voto às pessoas, desligado da vida e dos problemas dos trabalhadores? Não é esse o meu entendimento e assumo desde já que se for eleito abrirei um gabinete publico aqui em Viseu para que as pessoas possam manifestar-me as suas preocupações, comprometendo-me eu a deslocar-me a todos os concelhos do distrito para auscultar as pessoas. 2) Comprometo-me ainda, apesar das promessas adiadas e desacreditadas de PS e PSD de lutar pela ligação de Viseu à ferrovia, combatendo assim a poluição, o tráfego nas estradas do concelho e a falta de investimento. 3) Outro compromisso será a aposta nas seis zonas termais de excelência que existem na região, ignoradas por estes deputados e por estes governos, e que poderão ser factores de desenvolvimento, à semelhança de são Pedro do Sul."

O destaque foi para a intervenção do Mandatário Padre Costa Pinto, conhecido pelo apoio ao sim no referendo à IVG, que disse "Todos somos políticos e eu concordo com a doutrina do Bloco de Esquerda, sendo que em alguns pontos concordo entusiasticamente" sendo que Francisco Louçã faz a diferença porque quando é preciso "chama os cornos do boi" e não esconde os "trunfos" do baralho como em outros partidos. "Não conseguimos pensar pela nossa própria cabeça se usarmos a dos outros. E isto é doutrina política e doutrina da igreja, até porque no Segundo Concílio Vaticano se afirmou explicitamente que "é a decisão da consciência que interessa" e não de A, B ou C, seja este Papa, Bispo ou Padre. O mesmo documento reafirma que não há nenhuma autoridade humana com autoridade para impedir a livre expressão da opinião e a livre manifestação da consciência do indivíduo", acrescentando que alguns dos seus colegas ou não sabem ou fingem não saber acerca disso, e que ele próprio tem a "felicidade ou infelicidade de ler tudo e estudar tudo. E aos colegas que dizem que ele por vezes vai contra a igreja responde: "aponta-me onde leste isso, mas ninguém responde".

O Bloco de Esquerda espera obter um bom resultado em Viseu nas próximas Eleições Legislativas que se for semelhante à votação para as últimas Europeias se pode traduzir na eleição de um deputado.
BE-Viseu