O portal de Canas de Senhorim
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fevereiro 25, 2010

Rcuperação Ambiental da Urgeiriça/Avª dos Bombeiros Voluntários


Informa o Canas em Peso que ocorrerá amanhã a cerimónia de inauguração do Parque dos Valinhos. Na cerimónia marcarão presença os presidentes das Juntas de Freguesia do concelho. Estou convencido que - a exemplo do que transmitiu ao Jornal de Canas do passado mês de Dezembro - a EDM aproveitará para anunciar os investimentos (há muito previstos) na recuperação da barragem nova.
A EDM cumpre agora o seu papel. Estou convencido que a presença dos Presidentes das Juntas de Freguesia - que não me incomoda - será iniciativa da Câmara Municipal que procura capitalizar a iniciativa. Normal em politica.
Gostaria contudo de ouvir nesta cerimónia o executivo camarário a pedir o que deveria ter pedido há muito tempo e se tem esquecido: monitorização ambiental das obras de requalificação da Avª dos Bombeiros Voluntários, feita inicialmente com recurso a rejeitados de urânio . Na referida entrevista ao Jornal de Canas o Prof. Gaspar Nero afirmava estar a EDM disponível para colaborar se a Câmara Municipal assim o entendesse e solicitasse. Espero que seja desta que a Câmara Municipal toma uma atitude responsável sobre este assunto pondo cobro aos "mitos" de que falar deste assunto pretensamente prejudica Canas de Senhorim. Pedir ajuda antes das obras terminarem é fundamental e um acto de respeito para com os canenses.

agosto 01, 2009

Antonio Minhoto na A.R.

Fontelo/2 de Agosto
BE apresenta António Minhoto, candidato à AR por Viseu

Com a Presença de Francisco Louçã, será apresentada este Domingo às 16h no Fontelo (em frente às piscinas municipais)o Cabeça de Lista à Assembleia da República por Viseu, António Minhoto.

"Estamos a viver uma crise sem precedentes, consequências dos erros políticos cometidos pelos partidos que têm governado o país. Não é possível continuar a assobiar para o lado. É urgente uma política que responda às necessidades das pessoas, e isso passa por uma esquerda socialista de confiança.Contamos com tod@s nesta alternativa! " in BE-Viseu

Retrato de António Minhoto:

Às sete da manhã, uma hora mais tarde na época baixa, o dia está a começar para António Minhoto. Em poucos minutos percorre de carro os escassos quilómetros que separam a sua casa, à saída de Nelas, do Quiosque Sombrinha, um café-pastelaria nas termas de Caldas da Felgueira.

O caminho é sempre a descer até à margem da ribeira do Pantanha, a um pulo do Mondego, muitas vezes mergulhada em espesso nevoeiro. Mas isso pouco lhe importa, pois Minhoto não é homem para se preocupar com detalhes. São muitas as horas do seu dia de trabalho, preenchidas a atender clientes e a gerir o negócio, que explora desde 1990 com a mulher. "Foi a única saída que encontrei depois de ter sido obrigado a aceitar o despedimento da Empresa Nacional de Urânio [ENU] em 1989. É o meu ganha-pão para sustentar a família com menos dificuldades", explica.

Nada do que ficou dito o distingue especialmente de tantos outros pequenos empresários. Mas António Minhoto, de 56 anos, nascido em Nelas, casado e pai de duas filhas já adultas, é um empresário diferente. Começou a trabalhar muito cedo, foi a maior parte da vida um "trabalhador indiferenciado" - a expressão é sua - e é hoje um homem bem-sucedido com uma actividade absorvente.
No entanto, isso não o faz esquecer a situação dos antigos companheiros de trabalho na mineração. Ele tem sido o rosto mais visível de uma luta que travam há vários anos para ver reconhecidos direitos que consideram legítimos e um acompanhamento médico permanente - esta reivindicação já foi atendida pelo Ministério da Saúde -, a par da exigência de recuperação ambiental de todas as minas abandonadas quando a exploração de urânio terminou em Portugal.
Um homem de causas

O último episódio deste processo, a que António Minhoto se tem dedicado incansavelmente, decorre hoje em Nisa, onde a Comissão de ex-Trabalhadores da ENU promove uma tribuna cívica para "julgar" as consequências da exploração de urânio em Portugal.

A intervenção cívica ocupa um lugar relevante no currículo de António Minhoto, que se define como "um homem de causas". Fez parte da Comissão de Trabalhadores da ENU e foi delegado sindical, integrou a comissão de segurança da empresa e foi presidente da respectiva casa de pessoal. Envolveu-se na causa pela criação do concelho de Canas de Senhorim e esteve ao lado dos que se opuseram ao encerramento do Centro de Saúde de Nelas. Depois do 25 de Abril, militou na UDP e no Bloco de Esquerda. Hoje diz-se partidariamente descomprometido.

Já depois do encerramento da ENU, cria em 2002 a associação Ambiente em Zonas Uraníferas. A partir dessa data a intervenção do antigo trabalhador do urânio torna-se mais sistemática e persistente, trazendo para as páginas dos jornais e ecrãs das televisões a realidade complexa, e por vezes dramática, dos ex-camaradas.

A combatividade de que Minhoto dá provas na intervenção cívica manifestou-se muito cedo na sua vida. Filho de uma numerosa família - oito irmãos - de trabalhadores rurais muito pobres, teve de começar aos 12 anos a ajudar os seus. "O meu primeiro emprego foi numa empresa vinícola de Nelas. Ganhava 35 escudos por mês [cerca de 18 cêntimos de euro] a acartar madeira às costas. Os meus problemas de coluna começaram aí", recorda.

"Como uma facada"

António Minhoto foi ganhar mais dez escudos noutra empresa de vinhos, mas continuou a engraxar sapatos junto à Pensão Mangas, em Nelas. Em 1971 trocou tudo isso pelas Minas da Panasqueira. Resistiu um ano a viver em camarata e mudou de cenário - deste vez a Linha do Oeste, onde participou nos trabalhos de limpeza de via.

Aos 20 anos vem a tropa e o conhecimento dos que contribuíram para a sua politização. Só o pedido insistente da mãe o impediu de desertar, acabando com a especialidade de motorista em Luanda, onde assiste à queda do regime salazarista-caetanista em 1974. Entra para os quadros da ENU em 1976, onde faz de tudo nos 13 anos seguintes.

A saída da empresa foi difícil. "Nos primeiros anos nem conseguia vir aqui", diz com um gesto largo para designar o local de trabalho na Urgeiriça, a casa no bairro operário onde viveu nove anos, a antiga cantina, a casa do pessoal. "Chocava-me ver as coisas degradarem-se, era como uma facada. Agora já estou vacinado".

O seu percurso não deixa ninguém indiferente. Os que não partilham as suas ideias reconhecem-lhe as qualidades de "lutador". É essa a opinião de Luís Ribeiro, membro da Comissão Concelhia de Nelas do PSD.

Adelino Borges, presidente da concelhia socialista, reconhece ter "alguma admiração e amizade" por ele: "A sua qualidade mais positiva é o espírito de militância e a forma como defende as suas opiniões." Francisco Paula, administrador de uma cadeia local de supermercados, conhece Minhoto há 30 anos: "Admiro a sua persistência e a capacidade de mobilização dos colegas e dos media."

Os que lhe estão próximos não poupam elogios. Joaquim Silva, administrador de uma empresa comercial, andou com Minhoto na escola: "Fez um grande trabalho no concelho e se o pessoal da Urgeiriça tem alguma coisa é porque ele trabalhou para isso." João Marques, segundo-comandante dos bombeiros de Canas de Senhorim e antigo trabalhador da ENU, recorda um episódio elucidativo da sua coragem e capacidade de liderança: "Alguém tentou furar uma greve e o Minhoto desligou a máquina. Foi punido com 15 dias de suspensão e muitos trabalhadores quotizaram-se para lhe pagar os dias de salário." Texto de Carlos Pessoa, Público, 19-10-2009
M. Daniel Nicola
Viseu-Esquerda BL

março 05, 2009

Novo Espaço Canense


Com o encerramento do espaço MCS, nasceu outro espaço de opinião e liberdade.
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fevereiro 02, 2009

Antigos trabalhadores da ENU voltam a manifestar-se no próximo Domingo


Os antigos trabalhadores da ENU (Empresa Nacional de Urânio) voltam a manifestar-se no próximo Domingo, 8 de Fevereiro de 2009, em protesto contra o contínuo adiamento da satisfação das suas reivindicações de reformas dignas e indemnizações às vítimas da exposição à radioactividade e às suas famílias. Os ex-trabalhadores da ENU realizarão uma marcha entre a Urgeiriça (Canas de Senhorim, Nelas) e a Cunha Baixa (Mangualde).

A ENU encerrou definitivamente em 2004, desde então os ex-trabalhadores lutam pela equiparação de todos os trabalhadores da empresa a trabalhadores de fundo de mina, dando benefícios na idade de reforma e pelo pagamento de indemnizações aos familiares dos trabalhadores que morreram com doenças relacionadas com a exposição à radioactividade.

Segundo a agência Lusa, a marcha de protesto, que foi decidida em plenário dos ex-trabalhadores neste Domingo, ligará dois importantes coutos mineiros da ENU. Dentro dos centros populacionais a marcha será feita a pé com distribuição de comunicados, fora das localidades os manifestantes seguirão de autocarro.

A Comissão de ex-trabalhadores da ENU calcula que já tenham falecido com doenças cancerígenas mais de 115 trabalhadores da empresa.

António Minhoto, porta-voz da Comissão dos ex-trabalhadores da ENU, lamentou também que, apesar de o Governo ter avançado com os exames médicos aos antigos trabalhadores da ENU, dando assim resposta àquela que era uma das suas reivindicações, um ano e três meses depois do seu início, alguns ainda não os realizaram.

"Há vários trabalhadores que ainda continuam por fazer os seus exames médicos porque os médicos se negam a fazê-los", afirmou, explicando que tal se deve à falta de informação dos seus centros de saúde.

A 7 de Março de 2008, o PS chumbou projectos de lei do BE, do PCP e do PSD que davam resposta às reivindicações dos trabalhadores, estes partidos voltaram a apresentar projectos em Dezembro e Janeiro. Segundo a agência Lusa, a comissão de antigos trabalhadores da ENU congratulou-se pela iniciativa dos partidos para os ajudar nas suas reivindicações, frisando que isso lhes dá a responsabilidade de "redobrar a luta".

fonte: esquerda.net

setembro 16, 2008

Urgeiriça forever


Sejamos honestos. Se frequentemente e com razão damos azo à nossa indignação perante a negligência, a falta de investimento e a displicência que grassa em Canas de Senhorim, não podemos, por outro lado, deixar de assinalar com agrado todo o processo de recuperação ambiental que tem vindo a ser levado a cabo na Urgeiriça.
Barragem Velha, Barragem Nova, Valinhos, Zona Industrial, Zona envolvente, tudo se conjuga para que a Urgeiriça volte a ser o lugar atractivo que já foi e a recuperar completamente das mazelas que a exploração descuidada do Urânio deixou.
Podemos dizer que todo este processo constituía obrigação do estado, o qual, ao longo de anos de exploração, arrecadou lucros incalculáveis, constituindo tal recuperação uma pequena parcela da que nos assiste por direito; podemos dizer que todas as obras juntas não pagam o sofrimento, a contaminação ambiental e as mortes implícitas que daí derivaram; podemos até continuar a reclamar mais justiça para os ex-trabalhadores das minas e a contestar a decisão que entrega o antigo campo de futebol dos “Urânios” à EDM (Empresa de Desenvolvimento Mineiro), o que não podemos é deixar de reconhecer a obra feita e a que está em curso ou negar que, nesta área específica, os fundos do FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional) chegaram a Canas de Senhorim, mais concretamente à Urgeiriça.
O “site” da EDM em tempos apontava para um investimento de cerca de 20 milhões de euros (actualmente não presta essa informação), dos quais uma parte significativa já foi consignada. Desconheço o(s) protocolo(s) efectuado(s) pela EDM com a Câmara de Asnelas, e lamento não ter a edilidade oportunamente consultado os associados da Casa do Pessoal da Urgeiriça que certamente lhe dariam conta do interesse em manter o campo de futebol, espaço afecto (e afectivo) à Casa do Pessoal e aos ex-trabalhadores. Se assim fosse, talvez as coisas tivessem sido diferentes, ou não, porque é sabido que a EDM através da sua associada EDMI (Empresa de Projectos Imobiliários) vislumbra recuperar parte do investimento da “holding” naquele espaço (e noutros). Espero que, pelo menos, tenham o bom senso de realizar projectos imobiliários adequados e articulados com a simpática arquitectura do bairro dos mineiros, privilegiando a natureza, o ambiente e os espaços verdes.
Quanto aos Valinhos, será com certeza um prazer para todos os canenses poderem dispor de um parque como o idealizado, isto se for dinamizado de uma forma sustentável e a Câmara colaborar na sua manutenção.
Temos de volta, aparentemente, e salvaguardadas as circunstâncias, a Urgeiriça dos anos 60, local que à altura e juntamente com o Caramulo eram das zonas mais aprazíveis da Beira Alta. Fico contente por isso, como diria o outro, já fui muito feliz na Urgeiriça.
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PortugaSuave
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junho 25, 2008

3 Anos...O Começo de Uma Aventura

27/JUN/2005

[ Carta de Couto de D. Sancho I _ 1186 ]
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, amen. Reconhecem todos os homens que tenham ouvido ler esta carta que eu , Dom Sancho, Rei dos Portugueses por graça de Deus com a minha única esposa, rainha D. Dulce e com os meus filhos, rei D. Afonso e rainha D. Sancha instituimo-vos a Carta de Couto, sendo Bispo de Vizeu, D. João. Garantimos, pois nos marcos erguidos para sinal de Couto, ratificamos esta vossa propriedade que designamos Cannas, situada na terra e no termo de Senhorym.
in "Canas de Senhorim-História e Património" ed. Junta de Freguesia de Canas de Senhorim, 1996
Publicada por ibotter em 20:02 Etiquetas: