Casa de Pessoal. O Lugar !
O café, a conversa, o estar,
Os do contra, os do poder,
Os das tricas, e os do morder,
Os do bem e do mal dizer,
E os do beber...
E os do fino, e os da televisão,
Pois então.
Tudo era redondo naquele r/c,
As mesas até aos pés,
As travessas dos cafés,
As cadeiras e o salão,
Até a sala de cartas e o balcão.
Por aquele chão de pedra feita madeira
Passava a “mina” inteira.
O doutor e a menina,
O “Pirolito” e a Flausina,
O liceu e a escola,
A política e a bola.
Vazio, vazio,
Só nas noites de verão.
Quando o calor apertava,
A mina passeava
Horas a fio,
Num louco rodopio,
Na rua, pois então.
Lá dentro, pois claro
Nesse grande salão
Que era o lugar de reunião,
Onde mineiros dançavam
Cada um na sua mão,
Quase todos num sentido,
E poucos na contra-mão.
E os matrecos !!!
Quem não se lembra da atmosfera daquela cave?
Sem janelas abertas, de par em par,
Saía fumo, um palavrão, e não entrava o ar.
Muitos tacos, muito giz,
Do entendido que ensinava o aprendiz.
Na mesa ao lado já com as bolas a rodar,
O fumo, os nervos, o silêncio, e o rezar,
Para esta jogada vir a confirmar,
Aquela aposta que estava mesmo a ganhar,
Não fora a última tacada espirrar.
O pingue-pongue pois claro
A quem chamam ténis de mesa
Com certeza
Bola p’ra cá e p’ra lá
A pingar junto á rede,
Mais um “set.” ganho á rasca.
E o parceiro pensou
Se soubesse que perdia
Não tinha saído da tasca.
Tantas historias para contar,
Tantos filmes passados
Naquele salão de sonho
Onde a fantasia ganhava asas
E as crianças voltavam felizes para suas casas.
Ah,
Que aventura era lá entrar!!!
O estado adulto antes de lá chegar!
Valeu a pena por lá passar!
O café, a conversa, o estar,
Os do contra, os do poder,
Os das tricas, e os do morder,
Os do bem e do mal dizer,
E os do beber...
E os do fino, e os da televisão,
Pois então.
Tudo era redondo naquele r/c,
As mesas até aos pés,
As travessas dos cafés,
As cadeiras e o salão,
Até a sala de cartas e o balcão.
Por aquele chão de pedra feita madeira
Passava a “mina” inteira.
O doutor e a menina,
O “Pirolito” e a Flausina,
O liceu e a escola,
A política e a bola.
Vazio, vazio,
Só nas noites de verão.
Quando o calor apertava,
A mina passeava
Horas a fio,
Num louco rodopio,
Na rua, pois então.
Lá dentro, pois claro
Nesse grande salão
Que era o lugar de reunião,
Onde mineiros dançavam
Cada um na sua mão,
Quase todos num sentido,
E poucos na contra-mão.
E os matrecos !!!
Quem não se lembra da atmosfera daquela cave?
Sem janelas abertas, de par em par,
Saía fumo, um palavrão, e não entrava o ar.
Muitos tacos, muito giz,
Do entendido que ensinava o aprendiz.
Na mesa ao lado já com as bolas a rodar,
O fumo, os nervos, o silêncio, e o rezar,
Para esta jogada vir a confirmar,
Aquela aposta que estava mesmo a ganhar,
Não fora a última tacada espirrar.
O pingue-pongue pois claro
A quem chamam ténis de mesa
Com certeza
Bola p’ra cá e p’ra lá
A pingar junto á rede,
Mais um “set.” ganho á rasca.
E o parceiro pensou
Se soubesse que perdia
Não tinha saído da tasca.
Tantas historias para contar,
Tantos filmes passados
Naquele salão de sonho
Onde a fantasia ganhava asas
E as crianças voltavam felizes para suas casas.
Ah,
Que aventura era lá entrar!!!
O estado adulto antes de lá chegar!
Valeu a pena por lá passar!
©efeneto

